<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943</id><updated>2011-04-21T22:06:06.160+01:00</updated><title type='text'>Marabunta Post Scriptum</title><subtitle type='html'>que em tempos disse</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marabunta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-107176612430636430</id><published>2003-12-18T16:48:00.000Z</published><updated>2003-12-18T16:49:37.483Z</updated><title type='text'>(intervalos)</title><content type='html'>Que é isto por encontrar e que não deixo de pensar - a vontade de ser no futuro &lt;br /&gt;ou o destino teimando em não se concretizar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desejar, &lt;br /&gt;há que controlar a ansiedade &lt;br /&gt;assim terá de saber esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperar é preciso acreditar, &lt;br /&gt;mas se acredita em nada ajuda desejar, &lt;br /&gt;impregna uma perspectiva de incerteza que pode mesmo sufocar. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-107176612430636430?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/107176612430636430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/107176612430636430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_12_01_archive.html#107176612430636430' title='(intervalos)'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106978700366367157</id><published>2003-11-25T19:03:00.000Z</published><updated>2003-11-25T19:03:54.623Z</updated><title type='text'>intervalares</title><content type='html'>como ultimamente não tenho tido muito tempo para grandes divagações sugiro aos novos visitantes que se entretenham com o espólio dos últimos meses. Quanto aos queridos leitores repetentes, aceitem estas palavras apenas como um até já. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106978700366367157?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106978700366367157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106978700366367157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106978700366367157' title='intervalares'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106866132759790318</id><published>2003-11-12T18:22:00.000Z</published><updated>2003-11-12T18:22:04.900Z</updated><title type='text'>esmiuçar</title><content type='html'>Prendo-me a um mesmo ponto de partida, quando nada me surge de início: eu, o teclado, o murmurinho do escritório em lamurias e a propensão para escrita outonal, independentemente da estação do ano que nos acorda. Nem sempre triste, nem sempre fogoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tónica hoje é o cansaço. O cansaço de ontem e do fatídico amanhã cansado de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmiuçaram-me a motivada boa disposição ao pesar do olhar. Ao que deixo tombar as pálpebras em protecção. Cerro os portões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finjo a disponibilidade, por contrato, cedendo e cedo mais um pouco de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade é a utopia de quem afirma poder escolher, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamuriar é a despedida de quem desistiu de tentar, mas aceita aguentar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106866132759790318?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106866132759790318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106866132759790318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106866132759790318' title='esmiuçar'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106805961912930162</id><published>2003-11-05T19:13:00.000Z</published><updated>2003-11-05T19:13:37.556Z</updated><title type='text'>regras</title><content type='html'>Regras, como condicionadores, são frágeis, dependem da nossa colaboração. Tratam-se de balizas psicológicas impostas pelas razões que forem, reconhecidas na autoridade de alguns, mas susceptíveis de aceitação geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso prático, assimilando características de grupo de estudo comparativo, apresenta-se na seguinte situação real: em dois dos andares, open space, no escritório onde trabalho, aboliu-se o tabaco. Num, por iniciativa dos próprios, decidiu-se abolir o consumo de cigarros, a qualquer hora do dia e contemplando as duas salas de reunião anexas ao open space; no outro andar, de características semelhantes, em consequência e por determinação superior, foi também abolido o fumo. A perspectiva dos dois grupos era já radicalmente diferente – no primeiro todos apoiaram a iniciativa e no segundo apenas os não fumadores regozijaram. À parte conjecturas paralelas sobre a legitimidade dos fumadores do segundo caso, o que é facto é que ao primeiro dia abria-se já neste andar a excepção para o fumo fora de horas, ao segundo dia fumava-se já nos pequenos gabinetes e hoje à hora de almoço e agora durante a tarde, alguns elementos ignoravam já as regras impostas assumindo o desejo de fumar. De notar que em ambos os casos foram criados espaços de fumo autorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo exemplo se verifica frequentemente no dia-a-dia. As regras, ou as respectivas sanções, nunca impediram a proliferação da prostituição, das drogas, dos abortos, dos excessos de velocidade na condução, etc. Numa perspectiva mais abrangente a vontade de alguns torna-se imposta à maioria, sejam esses &lt;em&gt;alguns&lt;/em&gt; os que determinam as regras, sejam &lt;em&gt;alguns&lt;/em&gt; os que quebram as regras e influenciam a tendência das massas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É suposto então inferir-se a inutilidade das regras? As regras são de facto necessárias em molde a uma vida em sociedade, mas o senso comum não chega na sua determinação, como se conclui no exemplo do tabaco, dos excessos de velocidade, entre outros, a viabilidade de uma regra é antes certificada no acordo com as partes, que basta uma pessoa para ridicularizar uma imposição, mas são precisas muitas para dignifica-la. O problema neste linha de raciocínio é que dá muito mais trabalho conseguir o assentimento das partes, implica ouvi-las, respeita-las e compreende-las, implica consentir compromissos, mas é de compromissos que se vive em sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra é um insulto à liberdade do indivíduo, &lt;br /&gt;enquanto um acordo é a essa liberdade em exercício.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106805961912930162?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106805961912930162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106805961912930162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_11_01_archive.html#106805961912930162' title='regras'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106762908165250734</id><published>2003-10-31T19:38:00.000Z</published><updated>2003-11-03T13:15:43.716Z</updated><title type='text'>beleza vs. posse</title><content type='html'>Beleza, admirar é deseja-la, para nós, só para nós. É querer guarda-la para as vezes todas que quisermos venerar, ansiando por algo mais do que a mera admiração. A beleza por si só não satisfaz, tem de nos pertencer, admirem os outros também, sabendo que é nossa essa beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando partimos de viagem regressamos vazios, do que largamos sem trazer; ou a bela moça do nosso dia-a-dia povoando desejos, não nos preenche na mera admiração; como não nos permitimos a contentar com o carro das revistas, em revistas da especialidade; a música da melodia traulitada entre destinos terá de estar na aparelhagem à chegada a casa, ou no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É masculino e feminino, ocidental ou oriental, surge connosco de nascença revelando-se logo à infância nas birras pelo que observamos, gostamos, queremos e não recebemos. Há quem aprenda a lidar na conformação, outros há que crescem artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca a terá dono, a ironia é mesmo essa e a frustração daí advém. A beleza requer distância para ser admirada, que na eventual &lt;em&gt;posse&lt;/em&gt; o seu encanto cede a outros propósitos, perde a mística que lhe emprestava o fascínio empático, e ao ceder perde, na tristeza, a sua beleza inicial. Os destinos turísticos da nossa terra banalizados em desdém em direcção ao trabalho; a bela moça passa a ser a rapariga que não gosta da mesma música, sem esquecer a irritante tendência para os enjoos; o carro dos sonhos é rapidamente deposto por outra novidade que agora ansiamos; e a música, bem, a música é a excepção confirmada na regra, a beleza pura na música nunca enjoará (mas talvez também nunca chegue a ser nossa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão distante a beleza que nunca nos poderemos aproximar, correndo o risco de esta se desvanecer na crua e feia realidade, talvez por isso o céu seja tão belo e o paraíso que guardamos para o fim e depois dos nossos dias, nunca se venha a concretizar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106762908165250734?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106762908165250734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106762908165250734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106762908165250734' title='beleza vs. posse'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106701857001293981</id><published>2003-10-24T19:02:00.000+01:00</published><updated>2003-11-03T13:21:59.743Z</updated><title type='text'>melancolia</title><content type='html'>Será da chuva que surgiu envergonhada, do Outono que receia em assumir-se, será este o salão de espera da enfermaria enquanto aguardamos nosso nome soletrado ao intercomunicador ou nós enfermos lamentamos ao desvario as misérias diárias por deixar passar o tempo. Valerá a pena reservarmo-nos por melhoras? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico por aqui, remetendo ao silêncio esta melancolia, escrevendo ao ritmo do suspiro e sem sentir a força da idade referenciada em Horácio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se por obra do destino desse de frente, passeando pelo mercado dos peixes e frutas à fresquinha hora matinal, com o Doutor das Falas Brancas, e me recomendasse ele um biscoito analgésico, de sabor a maçã, na promessa de despertar a acção, adormecendo a preconceituosa preguiça? Talvez recusasse ainda sob o efeito desta, numa falácia sórdida, resumindo a vida a uma espiral de humor duvidoso. A grande ilusão jaz na esperança por uma intervenção oculta, como se soubessemos lidar com a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia, sabor amargo, vicioso, sem alertas aos efeitos mortais, é triste no saldo final mas saboroso no dia-a-dia. Imagino-a como o chocolate preto. Nada substitui o chocolate preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;Ah, porque estou tão sozinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ah, porque tudo é tão triste&lt;br /&gt;Ah, a beleza é existe&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106701857001293981?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106701857001293981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106701857001293981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106701857001293981' title='melancolia'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106668232457721796</id><published>2003-10-20T21:38:00.000+01:00</published><updated>2003-10-20T22:03:39.810+01:00</updated><title type='text'>Verdade</title><content type='html'>À Verdade sobra pouco espaço para dúvidas, se mesmo algum e esta afirmação na sua insegurança, só revela o quanto tal é mentira. Mas a ser falso, o oposto será verdadeiro, resultando em algo como «à Verdade sobra muito espaço para dúvidas» cuja certeza põe também em causa a sua veracidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil. Abordar a Verdade sem a conhecer torna-se tão difícil como querer explicar esse mistério que é a mulher, sendo homem, ou mesmo sendo mulher! Porque a Verdade é isso mesmo, um mistério, nunca desvendável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dissertar um pouco em torno da Verdade, recorremos a pressupostos que temos como verdadeiros, cuja condição é exactamento o que se procura desvendar, pondo-se em causa todo o raciocínio que se pretende construir como demonstrado na introdução deste pequeno discurso. Porém, avancemos na análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º pressuposto - A verdade é uma avaliação a um objecto.&lt;br /&gt;A verdade não é o objecto em si, mas antes a sua condição perante outras. Depende da existência de algo, seja uma ideia, um conceito, palpavel ou não, cuja condição é avaliada perante a lupa da verdade, confirmando-se ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º pressuposto - À Verdade opõe-se o Falso&lt;br /&gt;Como elemento avaliador a verdade poderá existir ou não, sendo que na ausência consideramos o falso, como oposto à Verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º pressuposto - A Verdade é una&lt;br /&gt;A verdade não pode ser falsa e verdadeira, que o próprio elemento falso desfaz a sua condição de verdade, remetendo-a para a falsidade, conclusão já aplicada em matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º Pressuposto - A Verdade só o é aos olhos de alguém&lt;br /&gt;A Verdade, com base no primeiro pressuposto, depende de alguém que a interprete como tal, pois para uma avaliação terá sempre de existir um avaliador que valide a sua condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º pressuposto - A Verdade é um todo&lt;br /&gt;A Verdade assume-se como um facto, por inteiro, em todas as suas vertentes e perspectivas, um dado adquirido, confirmado pelo tempo. Pô-la em causa é retirar-lhe a sua condição de veracidade, e se uma observação inquestionável é aceite unanimemente como verdade, uma observação questionavel será apenas verdade para uma parte e não para o todo, deixando de ser, portanto Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º pressuposto - A Verdade não depende do avaliador&lt;br /&gt;A Verdade, com base no último pressuposto, só o é quando aceite por todos como tal, de onde se conclui que não depende do seu avaliadar, mas antes da sua relação com o objecto: se este é verdadeiro ou não, e sendo assim será para todos os avaliadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui chegamos à primeira barreira, que complica a subida a um 7º pressuposto.&lt;br /&gt;Se a verdade não depende do avaliador para o ser, mas por outro lado depende para que este a valide deparamo-nos com duas vertentes da verdade, só o é quando alguém a reconhece, mas este no objecto só poderia reconhecer a verdade. Porém, o reconhecimento da verdade depende de uma capacidade do observador para a verificar como tal e na ausência dessa capacidade poderá a verdade ser interpretada como falsa, quando não o é? E se a verdade é questinável ao ponto de ser confundida, mesmo por falta de capacidade do observador, isso não põe já em causa a sua condição verídica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º Pressuposto -  A Verdade é uma certeza&lt;br /&gt;Para que seja aceite por todos, e tal seja uma garantia, a verdade inevitavelmente terá de ser uma certeza. No caso que antecede este pressuposto, o caminho seguido era já de falsidade, pois abria campos de dúvidas, frágeis na contra-opinão, não sustentável portanto ao 3º e 5º pressuposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a continuar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106668232457721796?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106668232457721796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106668232457721796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106668232457721796' title='Verdade'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106583555450122851</id><published>2003-10-11T02:25:00.000+01:00</published><updated>2003-10-11T02:28:18.190+01:00</updated><title type='text'>folhas de outono</title><content type='html'>Além da febre repentina que nos faz suar pela noite dentro, o Outono arrasa por terra as folhas escritas na véspera de ano novo. Logo chegam os juízos demolidores apáticos do dia que não sorri e da rapariga que não volta. Sofro de apatia. Acompanham as chuvas o espírito abatido, dos olhos à nascente, pelo rio fora à evaporação de Agosto regressando no Outubro conformado. Homens e mulheres pisam as uvas colhidas, prensando à força até extrair seu sumo e das cascas que restam bebo eu aguardente temperando o humanismo desta sina, reservada aos tristes de felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza é absurda na presunção futurista mas certa em probabilidades e é certo que te perdi, sem te ter. Não voltaste como pensava ou esperava.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106583555450122851?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106583555450122851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106583555450122851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106583555450122851' title='folhas de outono'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106557792546224296</id><published>2003-10-08T02:52:00.000+01:00</published><updated>2003-10-31T19:42:48.173Z</updated><title type='text'>testemunhos</title><content type='html'>é tarde, são más horas, o cansaço coordena, a paciência a esgotar e as teclas carregadas acentam o negrume de uma noite explorada em trabalho. Lamentos, bem sei. Comum, também sei. E ainda assim estico os minutos suficientes para aqui me confortar um pouco, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;somos testemunhas.&lt;br /&gt;assistimos diariamente ao desenrolar da nossa vida sem que intervenhamos em nosso favor; agimos em consequência de outras acções por forma a não quebrar a correia que nos une a todos numa sociedade perfeita em desilusões, consentimentos e conformação, sempre sob a desculpa do inalcançavel, sendo tal maisverdade do que julgamos. Tudo nos é dado, tudo aceitamos, para em troca tudo darmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprindo somos parte, inevitavelmente somos parte. Somos testemunhas. No sentido em que se pusessemos em prática uma única das nossas vontades maiores, tomariamos uma atitude para tal o conseguirmos, o que não acontece. Cumprimos o que de nós se espera e não o que nós aspiracionamos. Quantos cumprem os seus sonhos de vida? E os que cumprem, pela excepção, podemos mesmo acreditar que foi por cunho pessoal ou por conduta terceira, tornando os próprios em meros testemunhos de uma felecidade pessoal? Sobra pouca credibilidade / autoria no feito, quando é a circunstância que conduz a uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o carro que compramos é nos dado por alguém - mesmo que em troca de dinheiro -  que nos é dado - mesmo que em troca de trabalho -  que nos é disponibilizado - mesmo que em troca de um serviço - que nos é proposto - mesmo que em proveito próprio - não está sob o nosso controle - mesmo que o queiramos muito - somos meras testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valerá a pena contrariar? A questão não se pode colocar desta forma, pois consentindo na condição de testemunhos, uma aversão nossa é irrelevante. Tem o nome de destino, tem uma vontade irrevogável e um planeamento infinito. Não pede opinião, nunca teve dúvidas, mas nem sempre está certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106557792546224296?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106557792546224296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106557792546224296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106557792546224296' title='testemunhos'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106546332546704139</id><published>2003-10-06T19:02:00.000+01:00</published><updated>2003-10-11T02:29:41.830+01:00</updated><title type='text'>apontamentos soltos</title><content type='html'>o saldo da vida &lt;br /&gt;conta-se no que tiramos e demos&lt;br /&gt;no que perdoamos e vivemos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106546332546704139?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106546332546704139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106546332546704139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106546332546704139' title='apontamentos soltos'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106485308454255725</id><published>2003-09-29T17:31:00.000+01:00</published><updated>2003-10-10T22:13:00.793+01:00</updated><title type='text'>all that improviso</title><content type='html'>Quantas vezes as palavras debitadas a correr surgem bem mais inspiradas do que as ideias trabalhadas - parece-me que a beleza na escrita de testemunho depende do quão genuína ela nos chegar, mesmo que fingida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será por acaso que a melhor música é tocada de improviso, ou é o jazz que nos deixa a pensar assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais gente ouvisse Thelonious Monk e o quadrado era abolido da geometria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106485308454255725?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106485308454255725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106485308454255725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106485308454255725' title='all that improviso'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106449404084180258</id><published>2003-09-25T13:47:00.000+01:00</published><updated>2003-09-25T13:52:32.613+01:00</updated><title type='text'>ABSURDO (se não o que pensar dos novos maços de tabaco?)</title><content type='html'>Estrearam este mês em Portugal os novos maços de tabaco com alertas legais em letras garrafais, melhor, King Size. É o desespero de causa. A Europa, sem ideias de como contrariar o consumo de tabaco, decidiu gritar com os fumadores (e isto antes do extremo brasileiro que desatou às estaladas colocando fotografias aberrantes nos maços).  Os fumadores sabem dos males que o tabaco pode provocar, acho até que hoje em dia os mais novos já sabem desses mesmos malefícios quando decidem fumar, pelo que não antevejo grandes resultados desta nova manobra. Inconsequente e cínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito lembro um artigo de há uns anos sublinhando que para o Estado o tabaco é tão vantajoso que se não existisse teria de ser inventado: podem taxar como bem entenderem e aumentar a cobrança a seu belo prazer pois por ser um produto de vício os consumidores não deixarão de o comprar só pelo preço, mantendo-se o consumo uma constante, e é visto como um mal a abater pela sociedade ao que o aumento das tarifas será sempre interpretado como desincentivo ao consumo. Também sobre o tema João César das Neves escreveu um &lt;a href="http://dn.sapo.pt/cronica/mostra_cronica.asp?codCronica=5229&amp;codEdicao=766"&gt;artigo no DN&lt;/a&gt;, muito pertinente (se bem que &lt;em&gt;exagerado&lt;/em&gt; nas analogias) questionando-se sobre o cinismo em toda a abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é mesmo o cinismo que incomoda, a falta de coerência ao não aplicarem a mesma regra a outros produtos de consumo prejudicial à saúde (directa ou indirectamente), o exagero do tamanho do alerta que mais parece pretender humilhar o fumador do que efectivamente o sensibilizar, os falso moralismos de quem permite a venda e o consumo, cobra alto para proveito próprio e usa estes alertas para lavar as mãos. Se de facto estivessem preocupados poderiam p.e. canalizar as receitas destes impostos para o tratamento dos que padecem de doenças provocadas pelo tabaco, poderiam utilizar esses fundos para fortes campanhas de sensibilização, poderiam proibir a venda a menores de 18 anos, para que a escolha seja responsável e responsabilizada apenas ao próprio, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, sei o que faço e gosto do que faço, agradeço a atenção, mas peço que respeitem a opção - ou não é de opções que estamos a falar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106449404084180258?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106449404084180258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106449404084180258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106449404084180258' title='ABSURDO (se não o que pensar dos novos maços de tabaco?)'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106433402785141548</id><published>2003-09-23T17:20:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T17:24:04.470+01:00</updated><title type='text'>É difícil amar um pedinte ou um moribundo sem antes sentir pena. </title><content type='html'>É difícil amar um pedinte &lt;br /&gt;ou um moribundo &lt;br /&gt;sem antes sentir pena. &lt;br /&gt;E o abraço amoroso &lt;br /&gt;que caracteriza o zeloso&lt;br /&gt;desfere o derradeiro golpe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamos estes como aqueles, &lt;br /&gt;os outros como os segundos &lt;br /&gt;e na confusão, &lt;br /&gt;são moribundos&lt;br /&gt;os pedintes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é vê-los &lt;br /&gt;murmurando em vielas&lt;br /&gt;mudos nos apelos&lt;br /&gt;surdos em pielas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil lembrar um pedinte &lt;br /&gt;ou um moribundo &lt;br /&gt;sem no íntimo sentir pena. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106433402785141548?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106433402785141548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106433402785141548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106433402785141548' title='É difícil amar um pedinte ou um moribundo sem antes sentir pena. '/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106431926774111416</id><published>2003-09-23T13:14:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T17:27:32.390+01:00</updated><title type='text'>perda pre-sente</title><content type='html'>A morte pressente o desnorte, aproxima-se majestosa, abraçando em seu manto negro a fragilidade do moribundo. Não ri, não chora, demora-se aguardando não se sabe bem o quê, talvez seja preguiçosa ou talvez apenas goste do que faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106431926774111416?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106431926774111416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106431926774111416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106431926774111416' title='perda pre-sente'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106431113556431829</id><published>2003-09-23T10:58:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T10:58:55.673+01:00</updated><title type='text'>error</title><content type='html'>#$%&amp;&amp;%#"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106431113556431829?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106431113556431829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106431113556431829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106431113556431829' title='error'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106389763772734079</id><published>2003-09-18T16:07:00.000+01:00</published><updated>2003-09-18T16:55:58.510+01:00</updated><title type='text'>perda presente</title><content type='html'>A força falta neste lento retomar. Como falta a clareza de espírito.&lt;br /&gt;A reacção não foi imediata, já antes não fora, e custa a reconhecer a real dimensão da perda. Já vi tantos filmes e tantos livros sobre a perda que quando nos acontece, na pele, a sensação surge difusa e desfocada. Percebo a relação definitiva da perda sem conseguir concretizar essa irrefutabilidade em algo palpável, legendável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me admira ser verdadeiro aquele rápido resumo de vida que dizem acontecer na hora da nossa morte, pois acontece também a nós, seus próximos, nessa mesma hora e ao acompanhar as cerimónias fui lembrando os momentos da sua singularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-o a partir levando com ele uma lição de vida que nunca irá partilhar, ou que não soube escutar. Mas algo ficou, uma herança espiritual assentou em mim nessas horas devotas, e nas seguintes de resignação, à custa da tristeza do momento e da impossibilidade de compreender. Entre a admiração, a nobreza, a inteligência e o arrependimento, o carácter vincado da sua personalidade fora do comum pareciam me dizer &lt;em&gt;não te arrependas&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;não te leves a arrepender&lt;/em&gt;! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me arrependi. Podia ter sido mais presente. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106389763772734079?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106389763772734079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106389763772734079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106389763772734079' title='perda presente'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106380890301875374</id><published>2003-09-17T15:28:00.000+01:00</published><updated>2003-09-18T13:43:08.110+01:00</updated><title type='text'>A morte</title><content type='html'>A morte é só e individual, lamenta-se em grupo, desespera-se só. &lt;br /&gt;A morte é cobarde, esguia, foge no momento em que ninguém olha, no segundo em que piscamos o olho, até ser tarde demais, sem que a possamos impedir. Tanta atenção depositamos, em cuidados máximos, para nessa fracção de segundo ela levar a melhor, a melhor pessoa do mundo, por defeito. &lt;br /&gt;A morte é tão estúpida que surge anunciada, e nós tão estúpidos, que nos deixamos levar. Nem com o tempo do mundo preparamos o embuste maior.&lt;br /&gt;A morte é tão vazia que lhe cabe toda a gente, mesmo os justos e os cheios de vida.&lt;br /&gt;A morte é imperial, ditadora, extremista, impiedosa. &lt;br /&gt;É fútil nas razões, é miúda nas birras, é absurda nas horas, a morte é cara, mas embora.&lt;br /&gt;A morte é triste para quem fica e não existe para quem vai. &lt;br /&gt;É a prova de que não existem finais felizes&lt;br /&gt;É o fim que começa desde o início.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106380890301875374?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106380890301875374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106380890301875374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106380890301875374' title='A morte'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106313354484726680</id><published>2003-09-09T19:52:00.000+01:00</published><updated>2003-09-10T18:36:53.596+01:00</updated><title type='text'>Não há pressão maior que a responsabilidade </title><content type='html'>pelo que a consciência de responsabilidade deverá configurar o trabalhador que se preze. A responsabilidade funciona como o gatilho propulsionador à acção, ao controlo e gestão, à delegação de tarefas e em última análise à Confiança. A confiança, por outro lado, é o mais sincero dos elogios. Quando confiamos determinada tarefa em alguém fiamos na sua capacidade de resolução, e dependemos da sua performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer delegação de tarefa exige responsabilidade em quem a aceita para que a cumpra, mas também confiança de quem a pede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106313354484726680?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106313354484726680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106313354484726680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106313354484726680' title='Não há pressão maior que a responsabilidade '/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106304588444072917</id><published>2003-09-08T19:31:00.000+01:00</published><updated>2003-09-08T20:09:50.050+01:00</updated><title type='text'>Atchim!</title><content type='html'>O DN fez da gripe a sua manchete do dia, com o alerta da OMS para uma eventual epidemia neste Outono/Inverno. Tarde demais. A gripe atacou-me já na sexta-feira passada. E por não faltar ao trabalho, devo estar concerteza a espalhar o vírus a outros. Na minha área o vírus consegue por tantas pessoas em casa como um feriado, ou seja, quase ninguém, levando a que o vírus se espalhe impiedosamente. O vírus devia-se aliás chamar vírus do trabalho, pois afecta quem vai trabalhar e pega-se a quem esteja a trabalhar, morrendo apenas em casa, sozinho, afogado em sopas e chás, quem em casa ficou.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106304588444072917?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106304588444072917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106304588444072917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106304588444072917' title='Atchim!'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106252745299545068</id><published>2003-09-02T19:30:00.000+01:00</published><updated>2003-09-03T12:16:37.663+01:00</updated><title type='text'>época absurda</title><content type='html'>É impressionante as potencialidades da inteligência: leva-nos à lua, une-nos em teclados ou telemóveis, inspira esperança à saúde, vai explicando as manifestações da natureza e nos permite especular muito além da natureza e além até da própria vida. E ainda assim, em séculos e séculos de experiência, insistimos nos mesmos egoísmos, ou egos inflamados, construindo mas também destruindo. E ao testemunharmos o mundo em auto-comiseração, em inúmeros pontos do globo, sabendo das capacidades do homem, a apreensão é inevitável. Sabemos do que somos capazes e só não sabemos do que não somos capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 11 de Setembro, como já se tem dito, iniciou uma nova época cujas perspectivas são hoje pouco reconfortantes. Formaram-se várias barricadas de desigualdades na repartição de forças, algumas antes do atentato às twin towers, sendo que na maioria temos de um lado forças desproporcionais às do outro lado da barricada - exemplo disso é o caso de Israel vs. Palestina, é o caso dos EUA vs &lt;em&gt;Iraquistão&lt;/em&gt;, Coreia do Norte vs. EUA, ETA vs Espanha, sem entrar nas várias tentativas de golpe de estado, que se tem verificado. Essa disparidade provocou o recurso ao terrorismo como arma de arremesso pela parte fraca, tornando o mundo virtualmente inseguro, onde quer que estejamos, qualquer que seja o lado da barricada em que nos encontremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objecto das barricadas, passou também de pretensões territoriais a disputas culturais, mesmo que estas se venham a verificar na prática em ocupações territoriais. Nesta perspectiva a única superpotência reconsiderou o seu papel no mundo e de polícia em alerta passou a pregador activo, mesmo que sem pretensões &lt;a href="http://www.economist.com/opinion/displayStory.cfm?story_id=1989403"&gt;imperiais&lt;/a&gt; como suporta o Economist. Em consequência a parte afectada organiza-se ripostando com requintes de malvadez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perigoso é estipular o alcance das acções de hoje, os focos de guerra pontuais mas interligados, distribuídos a nível mundial, aos quais ninguém é indiferente, sugerem que algo de bem maior e assustador pode estar à porta, sem que se faça algo para o evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como testemunhas, valha-nos o humor, e Portugal pelos vistos entrou nesta nova época com o pé direito, é já oficial e reconhecido pelos EUA, conforme o relatório anual sobre disputas internacionais da CIA, o contencioso de &lt;a href="http://www.dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=118181&amp;codEdicao=805&amp;CodAreaNoticia=12"&gt;Olivença&lt;/a&gt; com Espanha. Ter contenciosos está de facto na moda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106252745299545068?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106252745299545068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106252745299545068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106252745299545068' title='época absurda'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106250957195485773</id><published>2003-09-02T14:32:00.000+01:00</published><updated>2003-09-02T14:36:56.353+01:00</updated><title type='text'>silly season</title><content type='html'>três semanas fora, de pouco ou nenhum contacto com a realidade, mergulhado em águas do Mediterrâneo e enquanto me deliciava nas palavras de Herberto Helder, Hesse, Martel e Raúl Brandão o mundo se desgraçava em mais uma &lt;em&gt;silly season&lt;/em&gt;: Portugal ardia em proporções recordes nos últimos dez anos; em França o calor apressava a vida de, estimam-se, 11000 pessoas (maioritariamente pessoas de idade); Israel e Palestina trocavam mimos terroristas (diria de ambos os lados); no Iraque um atentado ao edifício da ONU vitima Sérgio Vieira de Melo e outro mais recente vitima o ayatolla al-Hakim (curiosamente, ou não, um dos elementos xiitas mais moderados); na Liberia, Charles Taylor era finalmente deposto; e nos EUA e Canadá um surpreendente apagão vem revelar uma América unida preparada psicologicamente para imprevistos em grande escala, sejam de natureza terrorista ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de facto uma &lt;em&gt;silly season&lt;/em&gt;, não pela ausência de notícias sérias, mas pela seriedade ser demasiado absurda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106250957195485773?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106250957195485773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106250957195485773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106250957195485773' title='&lt;em&gt;silly season&lt;/em&gt;'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106034889302284046</id><published>2003-08-08T14:21:00.000+01:00</published><updated>2003-08-08T18:28:12.820+01:00</updated><title type='text'>Caros visitantes, </title><content type='html'>sigo hoje de férias para voltar apenas em Setembro, sem que entretanto possa aceder à internet. Mas é oficial, o blogismo vicia, e sinto já os tremeliques, as fervuras e a ansiedade típica em outros prazeres/vícios quando adiados.&lt;br /&gt;Acho até que a blogoesfera já ultrapassou o telemóvel em termos de uso pessoal. &lt;br /&gt;A pensar mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá disponham, esta casa é vossa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marabunta&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106034889302284046?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106034889302284046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106034889302284046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106034889302284046' title='Caros visitantes, '/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106009815378776048</id><published>2003-08-05T16:42:00.000+01:00</published><updated>2003-08-05T16:43:24.086+01:00</updated><title type='text'>Os Campos das Ideias por Tomar</title><content type='html'>O gosto na escrita, mesmo ilegítimo numa terra de tão bons prosadores, leva a aventuras como esta: iniciar um trecho sem a pequena ideia do que escrever. Ainda assim prossigo. Disponho de um computador que terá o cuidado de me alertar para alguns erros ortográficos (sem sarcasmos de maior), congratulo-me no acesso à blogosfera, que promoverá a afixação, e basta agora confiar na prodigiosa inspiração, a regar a semente alfabética plantada à primeira frase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de propósito. Atrapalha-me em conversetas uma colega de trabalho. Ela distrai-se e eu distraio-me. Sei que estamos em horário laboral, pelo que os seus lamentos terão prioridade, porém serei eu o seu tempo? Abdico de qualquer objecção e descontraio a atenção deixando morrer à sugestão, a conversa iniciada – resultou. Sou de novo nos escritos improvisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elevo a abstracção ao extremo do descontrolo, sorvendo cada palavra, desconhecendo a seguinte, aproveitando a motivação para tentar encontrar um fio que possa puxar e conduzir aos férteis Campos das Ideias por Tomar. Lá serei servo da inspiração colhendo ao seu gosto molhos de Novas e bouquets de Originais, raízes soltas de Ideias ou então um pequeno botão da Criação em flor. Campos a perder de vista, de inúmeras cores e feitios, formas nunca vistas, virgens ao homem de fraca inspiração. Conta a lenda que além dos campos e arvoredos, desertos tomados pelo sôfrego,  afastado do alcance, jaz perdido e inocente o Pleno Conhecimento, fonte de água eterna, que rega em toda a extensão os imensos campos de que falo. Essa água viva, preenche um lago profundo em seu torno e pela terra circundante, cria e deixa criar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abstracção, em ironia, requer esforço e concentração. Convém não nos iludirmos com as Inovações, ervas daninhas que se aproveitam de ideias já tomadas para ganharem sua personalidade. São interessantes no cheiro, mas amargos no travo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos descobri no acaso seu caminho e passeava em encanto em todo o dia que me apetecesse. Por preguiça rarearam as visitas. Desleixei-me, ganhei confiança e hoje perdi-lhe o rasto. Não foi esta a primeira tentativa de encontrar o fio de que me lembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106009815378776048?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106009815378776048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106009815378776048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106009815378776048' title='Os Campos das Ideias por Tomar'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-106002165641284552</id><published>2003-08-04T19:27:00.000+01:00</published><updated>2003-08-05T10:33:20.043+01:00</updated><title type='text'>Quantas Airlines  (Mail Post I) </title><content type='html'>&lt;em&gt;Após um determinado número de voos da Qantas Airlines, os pilotos preenchem um formulário o qual indica aos mecânicos os problemas sentidos no avião durante os voos e que requerem reparação ou correcção. &lt;br /&gt;Este formulário consiste numa folha de papel no qual o piloto preenche a parte de cima, descrevendo o problema, e que é depois lido pelos mecânicos que respondem, escrevendo na segunda metade da folha qual o tipo de reparação efectuada, para que no próximo voo daquele avião o piloto possa rever o formulário antes de levantar voo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se poderá dizer que os engenheiros e equipas de manutenção têm falta de sentido de humor.&lt;br /&gt;Aqui vão algumas das queixas efectuadas e as respectivas respostas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P= problema indicado pelo piloto&lt;br /&gt;S = solução e acção conduzida pelos engenheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém dizer que a Qantas (companhia nacional Australiana) é a única grande companhia de aviação que nunca sofreu um acidente grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O pneu principal interior está quase a precisar de substituição.&lt;br /&gt;S: Efectuada a quase substituição do pneu principal anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Teste de voo O.K., excepto a auto-aterragem que foi bastante dura.&lt;br /&gt;S: A auto-aterragem não está instalada neste aparelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Está qualquer coisa solta no cockpit.&lt;br /&gt;S: Foi apertada qualquer coisa no cockpit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Insectos mortos no pára-brisas.&lt;br /&gt;S : Insectos vivos encomendados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O piloto-automático no modo de manutenção de altitude executa uma&lt;br /&gt;descida de 200 pés por minuto.&lt;br /&gt;S: Não é possível reproduzir o problema em terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Sinais de fugas no trem de aterragem direito.&lt;br /&gt;S: Sinais eliminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O nível de volume do DME está incrivelmente elevado.&lt;br /&gt;S: O volume do DME foi colocado num nível mais credível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: A trancas de fricção fazem com que as alavancas fiquem perras.&lt;br /&gt;S: É para isso que elas estão lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O IFF não funciona.&lt;br /&gt;S: O IFF nunca funciona em modo OFF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Suspeita de fenda no pára-brisas.&lt;br /&gt;S: Suspeito que tem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Motor número 3 desaparecido.&lt;br /&gt;S: Motor encontrado na asa direita após breve busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O aparelho comporta-se de modo estranho.&lt;br /&gt;S: Aparelho avisado para se por direito, voar correctamente e deixar-se de graças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O sinal do radar, faz zumbidos.&lt;br /&gt;S: Sinal do radar reprogramado para fazer música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Rato no cockpit.&lt;br /&gt;S: Gato instalado.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-106002165641284552?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106002165641284552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/106002165641284552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#106002165641284552' title='Quantas Airlines  (Mail Post I) '/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105975558784420687</id><published>2003-08-01T17:33:00.000+01:00</published><updated>2003-08-01T18:40:41.740+01:00</updated><title type='text'>Fará sentido a Terceira Via?</title><content type='html'>Não confundir com a nova corrente socialista promovida por Blair, Clinton, Lula e seus pares e que ainda há umas semanas se reuniu em Londres. Falo mesmo da faixa esquerda das auto-estradas, pontes e via-rápidas nacionais e cuja taxa de utilização extrema, em oposição à primeira faixa, não coaduna com a velocidade. Isto porque o Português só aceita guiar na faixa central ou nessa terceira – a primeira está fora de questão. Tão escasso é o uso da primeira faixa, a direita, que o seu custo de produção provavelmente não compensará os eventuais condutores, e se os portugueses não lhes dão utilidade, com a despesa pública às avessas, será talvez mais sensato assumir o desperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando uma justificação a este estranho e constante comportamento, poderemos identificar à primeira vista um complexo de dignidade: ser visto a circular na mais direita das vias será humilhante, independentemente das velocidades praticadas, para além de que, na perspectiva do condutor, ainda sobra uma faixa à esquerda para quem quiser avançar nas maiores pressas.  Indo mais a fundo na questão verificamos que se essas mesmas vias ostentassem quatro faixas, a segunda já seria utilizada, levando a crêr que não existe nenhum prendimento à faixa central, mas antes um trauma com a mais direita das faixas, a faixa extrema direita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta perspectiva, remete-nos afinal para a Política na busca pela justificação plausível à conduta do condutor. Não é a dignidade que está em questão mas o complexo de extrema-direita, que tantos danos trouxe ao Homem. A conduzir à direita, uma pessoa poderá ser confundido com um fascista, e à extrema-esquerda, em oposição, como na política, é  correcto a tender para o «moralmente aceitável». Prosseguindo a analogia, o condutor ressente-se da direita, ocupa maioritariamente a faixa central e entope a faixa esquerda, em teoria a mais progressiva das três, convertendo-se na prática na mais lenta e angustiante das três. A direita, por sinal, acaba por permitir maiores avanços e maiores velocidades. Poderemos então concluir que a terceira via de Blair, não servirá de nada sem a existência de uma extrema direita, à direita da faixa direita? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105975558784420687?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105975558784420687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105975558784420687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_08_01_archive.html#105975558784420687' title='Fará sentido a Terceira Via?'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105956137457684705</id><published>2003-07-30T11:36:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T11:36:14.556+01:00</updated><title type='text'>post-stress</title><content type='html'>é hoje inaugurado um novo campo na coluna da direita: os post-stress. Pertinente neste periodo pré-ferias, em que o tempo parece passar tão devagar como aquece. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105956137457684705?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105956137457684705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105956137457684705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105956137457684705' title='post-stress'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105947673938343192</id><published>2003-07-29T12:05:00.000+01:00</published><updated>2003-07-29T14:52:10.546+01:00</updated><title type='text'>a Deus morrer</title><content type='html'>Morro um pouco, de pé junto à cama da quarta idade, enquanto ele velho vai também morrendo, forçando o caminho à morte que não sorri. Fechou os olhos há uns dias, a boca abre-a para lhe injectarem leite ou água com açúcar e ben-u-rom diluído, não ouve mas reage, eu oiço e não reajo. &lt;br /&gt;A morte teima em não chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O soro já entra pelo braço; o oxigénio pelo nariz; junto à cintura, pelo músculo, entram outros remédios líquidos; e a sonda será o próximo passo entrando pela boca um tubo que levará as vitaminas e proteínas directas ao estômago. É a morte do século XXI, &lt;em&gt;gadgets&lt;/em&gt; e tecnologias mascaradas de milagres que todos sabem não acontecer, confortando a consciência de tudo se ter feito para evitar a morte que por si só vem quando quer. E teima em não chegar. De duas em duas horas mudamo-lo de posição, aproveitamos e viramos também a almofada para que descanse a cabeça no fresquinho e quando o vemos esquecido de respirar massajamos um pouco o peito para que recupere o oxigénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns anos atrás, curiosamente, dormi naquele mesmo quarto, numa cama arrumada onde agora a morte observava, era pouco diferente do que ele também já foi, lembra-me a fotografia emoldurada. Serei eu um dia na cama, virado de posição e a sofrer os pecados da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisquei umas palavras, entre a respiração forçada, enquanto lhe segurava a mão inchada mas muito leve. A respiração silenciou. Massajei de novo o peito em circulares até os pulmões voltarem ao mesmo ritmo. Não sei se me ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já chegou a morte e é dela que o corpo se ressente. Perguntava-me o que leva uma morte natural ser tão dolorosa, como pode a natureza ser tão cruel, que tipo de morrer é este que custa tanto? Disseram-me que estes morreres prolongados são o purgatório em vida, a purificação da alma antes do encontro fundamental. Gosto de pensar que sim, que a prova tem uma razão de ser e é a mais pura das vias até aos braços de Deus. Acho até que Deus já chegou é por ele que a alma sente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105947673938343192?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105947673938343192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105947673938343192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105947673938343192' title='a Deus morrer'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105915562511603594</id><published>2003-07-25T18:53:00.000+01:00</published><updated>2003-07-25T18:55:45.940+01:00</updated><title type='text'>coragem</title><content type='html'>«preciso que docemente o vento, o longínquo e o próximo, espalhe o amor que não teme»&lt;br /&gt;P. Tolentino Mendonça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sexta-feira, o calor já arrebitou os humores, e as palavras de Tolentino fazem mais sentido que nunca. &lt;br /&gt;vamos a isso. &lt;br /&gt;coragem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105915562511603594?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105915562511603594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105915562511603594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105915562511603594' title='coragem'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105907152125006965</id><published>2003-07-24T19:32:00.000+01:00</published><updated>2003-07-24T20:18:03.743+01:00</updated><title type='text'>Vamos ao cinema?</title><content type='html'>o ávila retomou o ciclo de grandes filmes a 2€. Espreitem &lt;a href="http://www.c7nema.net/site/html/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1339"&gt;aqui&lt;/a&gt; o programa. E já agora, quando forem, olhem bem à vossa volta, é que sentado ao vosso lado, possívelmente estarei eu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105907152125006965?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105907152125006965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105907152125006965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105907152125006965' title='Vamos ao cinema?'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105898917773069791</id><published>2003-07-23T20:39:00.000+01:00</published><updated>2003-07-24T19:28:18.970+01:00</updated><title type='text'>Imprensa e literatura - uma resposta ao Textos de Contracapa</title><content type='html'>A recente política de edição em catadupa de livros por vários jornais foi para nós leitores uma excelente notícia, mas criou inevitavelmente algum mau estar entre editores e livreiros, que vêm assim na rua, em concorrênca quase directa, grandes livros a preços pequenos e a quem o impacto terá sido como o pagamento especial por conta para os taxistas. Pior, não têm como reclamar pois a medida não só é de louvar como foi muito bem aceite por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, e sem querer agora criar polémicas - até porque o peso da minha expressão é mínimo, a tender para o nulo - o &lt;a href="http://www.textosdecontracapa.blogspot.com"&gt;textos de contracapa&lt;/a&gt; (D. Quixote), no desconforto e não sabendo muito bem por onde pegar, reclama uma falta de atenção dos mesmos jornais à edição que se vai fazendo. Ora, como mero leitor do Diário de Notícias, devo alertar que pelo menos este jornal diariamente reserva uma página à literatura publicada, anunciando as novidades e apresentando uma crítica bastante desenvolvida a um livro por dia - a César o que é de César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o que os livreiros estão hoje a sentir na pele, já as marcas das grandes superfícies (detergentes, cereais, arroz, etc)  sentem há muito tempo com o aparecimento dos produtos brancos (marcas do distribuidor), que oferecem produtos semelhantes, muitas vezes idênticos, a preços imbatíveis; ou também, numa analogia mais desapegada, o que as editoras fonográficas andam a sentir com a concorrência da edição pirata, não os dowloads ilegais mas as cópias em massa, de requintes maliciosos como impressão dos booklets, vendendo-os depois a preços impossíveis. Este caso é óbviamente diferente pois, sendo ilegal, a pirataria é um mal a abater, porém, na perspectiva pragmática do consumidor trata-se de ter o mesmo por muito menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro muito o trabalho do editor, mas por norma tendo a concordar com medidas em que os clientes saiam a ganhar, pois na sua maioria obrigam as indústrias a se mecherem para tornarem seus produtos mais interessantes e este é um desses casos. A única recomendação à data a fazer, e observando as reações dos casos análogos, é tornar os seus produtos ainda mais interessantes, as suas edições mais apelativas: não se podendo alterar o conteúdo, a sugestão será melhorar a embalagem, por forma a que o comprador, comparando as duas alternativas continue a preferir a vossa edição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105898917773069791?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105898917773069791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105898917773069791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105898917773069791' title='Imprensa e literatura - uma resposta ao Textos de Contracapa'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105890238102570379</id><published>2003-07-22T20:33:00.000+01:00</published><updated>2003-07-23T12:35:12.903+01:00</updated><title type='text'>A morte de David Kelly</title><content type='html'>por falar em David Kelly, que dizer da sua morte? Nas &lt;a href="http://www.dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=113218&amp;codEdicao=759&amp;codAreaNoticia=12"&gt;imprensas&lt;/a&gt; e nas televisõees reportam-se acusações disparas pela sua morte, tanto à  BBC como à  equipa de Blair, assumindo de raiz que o suicídio foi provocado. É verdade que foi o próprio a tomar em suas mãos o acto derradeiro, mas ninguém pelos vistos o responsabiliza pelo feito, concluindo apenas que o acto era o efeito lógico da causa política de terceiros. Em suma, o homem sucumbiu à  pressão, deixando-se morrer, não por opção mas como consequência natural do seu estado de espírito, conceito, pelo que me lembro, lançado por Goethe em &lt;em&gt;Werther&lt;/em&gt;. As habituais interpretações de cobardia vs coragem face ao suicídio caem por terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitando esse seu estado fragilizado, confirmado aliás pela família, e supondo que há um mês atrás o suicídio era a última coisa que lhe passaria pela cabeça, é legítimo acreditar que a sua morte foi de facto provocada e assim sendo trata-se de assassínio, mesmo que involuntário. As acções de terceiros provocaram profundamente a susceptibilidade de Kelly, sem que este tivesse como o suportar, num extremo de depressão. Mas não será este o caso de todos os suicídios? Exceptuando casos especiais como as seitas do sol, ou as eutanásias &lt;em&gt;disfarçadas&lt;/em&gt;, não é a morte auto-infligida o terminar de uma depressão extrema, com origem de uma forma ou de outra na sociedade? È que a ser, em cada suicídio é a sociedade como grupo que falha e não o indivíduo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suicídio é uma escapatória, que em teoria leva a algum lado, ou &lt;em&gt;meramente&lt;/em&gt; um triste terminar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105890238102570379?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105890238102570379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105890238102570379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105890238102570379' title='A morte de David Kelly'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105888995308668698</id><published>2003-07-22T17:05:00.000+01:00</published><updated>2003-07-22T17:06:41.750+01:00</updated><title type='text'>despertares</title><content type='html'>Hoje acordei por opção. Terminei o sono tão naturalmente como o comecei. Não digo se em vão, que mesmo o sendo, diferente não seria: acordei e assim me deixei. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105888995308668698?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105888995308668698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105888995308668698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105888995308668698' title='despertares'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105881376618154540</id><published>2003-07-21T19:56:00.000+01:00</published><updated>2003-07-22T15:45:34.003+01:00</updated><title type='text'>não quero jurar</title><content type='html'>mas hoje, à volta do almoço, vi o David Kelly a passear junto ao Lux...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105881376618154540?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105881376618154540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105881376618154540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105881376618154540' title='não quero jurar'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105854312490379721</id><published>2003-07-18T16:45:00.000+01:00</published><updated>2003-07-18T17:01:28.376+01:00</updated><title type='text'>lembra aliás</title><content type='html'>as palavras por dizer, romanceadas na nossa cabeça, em que revisitamos diálogos anteriores ou conversas que gostariamos de ter, seja por amor, revolta ou desilusão. Por nessas conversas imaginadas tudo nos correr de feição, em heróica presença de espírito, leva-me a crer que se a essa imaginação conseguisse acrescentar velocidade tudo seria perfeito: diria tudo na hora e nunca escreveria este post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105854312490379721?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105854312490379721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105854312490379721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105854312490379721' title='lembra aliás'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105854241307808691</id><published>2003-07-18T16:33:00.000+01:00</published><updated>2003-07-18T16:33:33.026+01:00</updated><title type='text'>é curioso</title><content type='html'>mas foi preciso um post em branco para finalmente me contentar com o que escrevi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105854241307808691?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105854241307808691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105854241307808691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105854241307808691' title='é curioso'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105846574774862896</id><published>2003-07-17T19:15:00.000+01:00</published><updated>2003-07-18T16:30:36.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105846574774862896?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105846574774862896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105846574774862896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105846574774862896' title=''/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105844233150354992</id><published>2003-07-17T12:45:00.000+01:00</published><updated>2003-07-17T12:48:35.456+01:00</updated><title type='text'>um cigarro, uma história</title><content type='html'>Antes, nos tempos em que os filmes tinham finais felizes, fumar era charmoso, digno, tinha um não sei quê de contemplativo e nostálgico. Fumava quem já não podia esconder suas rugas e era sinal de vida, no sentido em que fumava quem já tinha vivido e suportava a vivência na nobreza conformada do seguir em frente, travando uns bafos. Tantas coisas não podemos controlar, tantas que não temos como evitar, e fumar mantém-se como um presente do Tempo, esquecendo cinco minutos da sua eternidade só para nós, a descomprimir, contemplar, lembrar, para momentos de expectativa ou de depressão – os chamados “pensativos cigarros”, citando Eça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes fumar era já algo distinto, hoje, na consciência do mal que provoca, a distinção é acentuada, com o fumador a ser posto de parte, apontado de longe, perseguido em todas as direcções, sofrendo na pele a amarga frustração de quem não fuma e pelos vistos gostaria. Não me preocupa que outros larguem o vício, que tentem evitar a iniciação dos mais jovens - isto de saber as consequências só apimenta o romance, na profundidade da lenta morte, prevista e cultivada, reservada a alguns, forçando a nossa intervenção num destino, teoricamente imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendo um cigarro, travo... &lt;br /&gt;Nascemos originais, morremos comuns.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105844233150354992?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105844233150354992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105844233150354992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105844233150354992' title='um cigarro, uma história'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105837616618532376</id><published>2003-07-16T18:22:00.000+01:00</published><updated>2003-07-16T18:23:49.130+01:00</updated><title type='text'>Derley?</title><content type='html'>não costumo discordar das opções da direcção sportinguista, que os tenho muito em conta, mas sou forçado a concordar com o Ivan d'&lt;a href="http://a-praia.blogspot.com"&gt;a praia&lt;/a&gt; - o Ricardo Fernandes ainda vai dar muito que falar e sobre o Derley já se falou em demasia. Ora bolas de futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105837616618532376?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105837616618532376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105837616618532376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105837616618532376' title='Derley?'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105835825266280884</id><published>2003-07-16T13:24:00.000+01:00</published><updated>2003-07-16T13:24:12.703+01:00</updated><title type='text'>A escrita com a moca</title><content type='html'>A escrita com a moca&lt;br /&gt;lembra o pica-pau à toca&lt;br /&gt;palreando à presença&lt;br /&gt;jovem lírica inocência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos demais ela suscita&lt;br /&gt;a vontade de uma escrita&lt;br /&gt;que acompanhe a tempo o tom&lt;br /&gt;e nos fique no sempre o tom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Enquanto tu fazes a escrita&lt;br /&gt;lavo eu a tua loiça!»&lt;br /&gt;Dizes longe, moca resposta&lt;br /&gt;«Ah mulher bem posta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para sempre será lida&lt;br /&gt;já loiça terá outra vida!»&lt;br /&gt;Mas compreendo teu lamento&lt;br /&gt;tu trabalhas, eu me sento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o avental&lt;br /&gt;Aproveita a inspiração&lt;br /&gt;Em minutos ela se perde&lt;br /&gt;e agora de nada nos serve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa louça&lt;br /&gt;bela moça.&lt;br /&gt;Chega aqui&lt;br /&gt;como já pedi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos chocolates&lt;br /&gt;antes que te afastes &lt;br /&gt;a outros suplícios&lt;br /&gt;e eu a outros vícios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretantos: oftalmologia&lt;br /&gt;outra tese, outra logia&lt;br /&gt;Ou pintar uns fados&lt;br /&gt;Não! Vamos aos gelados!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105835825266280884?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105835825266280884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105835825266280884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105835825266280884' title='A escrita com a moca'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105827141943694791</id><published>2003-07-15T13:16:00.000+01:00</published><updated>2003-07-15T15:44:00.363+01:00</updated><title type='text'>Quo Vadis, Iraque?</title><content type='html'>Ontem reuniu pela primeira vez, o novo Conselho de Governo do Iraque, como noticiado na &lt;a href="http://www.dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=112163&amp;codEdicao=750&amp;codAreaNoticia=12"&gt;edição de ontem do DN&lt;/a&gt; , constituído por treze xiitas, cinco sunitas, cinco curdos, um cristão e um turcomano, visando uma fiel representatividade do povo iraquiano. Este conselho tem o «poder para nomear ministros e aprovar o orçamento para 2004», cabendo-lhe em missão a «definição da política para os próximos tempos, como a tarefa de elaborar uma nova constituição que permita a realização de eleições no futuro». As reacções locais não se fizeram esperar e o facto de este Governo ter sido apontado individualmente pelos EUA, tendo estes recorrido a exilados, está a encontrar focos de resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os americanos as alternativas não eram muitas. Constantemente acusados de uma invasão infundada, com supostas pretensões ocupacionistas, a pressa de mostrar serviço e isenção exigia a formação de um governo transitório e o quanto antes. O problema reside nessa formação, procurando não ferir susceptibilidades, nem favorecimentos, a representação foi organizada em proporção ao peso das várias etnias. Pergunta-se agora é qual a eficiência possível neste grupo tão heterogéneo. Se numa democracia já estabelecida como Portugal, um governo formado com elementos de todos os quadrantes políticos seria suicídio premeditado, o que dizer de um governo formado não só de ideias políticas opostas, como mesmo de etnias adversas umas às outras?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado, formar um governo transitório composto por apenas uma das etnias? Nesse caso, a maioria xiita seria uma escolha óbvia, pelo seu peso populacional, o que garantiria a implementação do islamismo no Iraque, à semelhança do vizinho Irão, que é a última coisa que poderá apetecer aos americanos, e a todos nós, em verdade. Mas essa parece ser uma inevitabilidade do futuro, pois quando chegarem as eleições pretendidas, uma população tão numerosa como a etnia xiita irá fazer valer a sua vontade pelo número de votos, com certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este beco sem saída, a alternativa mais viável e única opção razoável para os americanos seria fundar a responsabilidade da opção no âmbito da ONU, não só pelas eventuais consequências de uma inacção do governos escolhido, que poderá provocar maior resistência ao papel dos americanos, como também pela credibilização da legitimidade da sua decisão - isto no pressuposto de uma postura de isenção por parte dos EUA... &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105827141943694791?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105827141943694791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105827141943694791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105827141943694791' title='Quo Vadis, Iraque?'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105794836340278872</id><published>2003-07-11T19:32:00.000+01:00</published><updated>2003-07-11T19:33:09.916+01:00</updated><title type='text'>A liberdade está a passar por aqui</title><content type='html'>905 blogs registados no Blogs em .pt, 1143 no Bloco Notas, 565 no extinto Blogo, logo existo e 445 registados no PTbLOGGERS (este sem dúvidas o melhor do lote). Estes números obviamente cruzam-se, não somam, mas revelam bem o impulso que os blogs tiveram em Portugal: pelo menos 1000 blogs a operar diariamente, a falar, falar, e este número aumenta diariamente. E lá fora, a história repete-se, ou melhor, repetimo-la nós, como é hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se a Internet fosse um grande amplificador disponibilizando um microfone a cada um dos nós e de repente todos, e ainda bem, temos opiniões e queremos partilha-las. E melhor que a analogia, podemos todos falar sem que o barulho seja ensurdecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado negro desta bela lua, é a maior dificuldade em fazer-se ouvir. A probabilidade de um blog que estreie hoje em ser lido é de 1 em 1000, obviamente piorando com o crescer do clube. Esta conclusão torna-se óbvia quando se decide passear numa excursão experimental pelo PTbLOGGERS e deparamo-nos com centenas e centenas de nomes, a quererem ser diferentes, a chamar a atenção. Assusta, mas a ordem do mais forte vai-se aplicando, e enquanto uma jorrada nova de blogs vai surgindo,  outros desistem fartando-se da falta de atenção (ou da falta de assunto), enquanto alguns aguentam, criando nome pela longevidade, sejam por ser os melhores, seja por mero acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de facto uma revolução, que veio dar voz ao povo, mas como também é hábito, não existe é quem a ouça!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105794836340278872?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105794836340278872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105794836340278872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105794836340278872' title='A liberdade está a passar por aqui'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105784929641114946</id><published>2003-07-10T16:01:00.000+01:00</published><updated>2003-07-10T17:58:14.640+01:00</updated><title type='text'>pombos e superstições</title><content type='html'>Uns mais outros menos, todos temos as nossas superstições. E pelos vistos, o Homem não é o único animal irracional a passear-se pelo planeta Terra, também os pombos acreditam piamente que alguns efeitos resultam de causas esotericas. Estaria tudo muito certo, não fossem essas crenças o influenciar dramaticamente nas próprias vidas, ou pior, quando alguns desses &lt;a href="http://www.fastcompany.com/magazine/72/sgodin.html"&gt;pombos pousam em cargos de gestao&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105784929641114946?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105784929641114946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105784929641114946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105784929641114946' title='pombos e superstições'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105776460342159738</id><published>2003-07-09T16:30:00.000+01:00</published><updated>2003-07-09T17:30:10.446+01:00</updated><title type='text'>Cartas a uma Morada Desconhecida I</title><content type='html'>&lt;em&gt;Caro Heróstrato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro teu nome no emergente espaço dos blogs e da Internet. Escrevo teu nome com todas as suas letras incluindo o acento que colocamos nesta terra de muitos acentos e poucos tónicos. Ao escreve-lo acento continuidade, transmitindo a outros, para outros depois te lembrarem, perpetuando a tua imortalidade, perpétua que é por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é o contraste do teu acto que propositadamente imortalizou teu nome e a escrita na &lt;em&gt;blogosfera&lt;/em&gt; escondida na sua maioria atrás de &lt;em&gt;nicknames&lt;/em&gt;. Preferimos, eu inclusive, ensaiar opiniões e dissertações, desaforos em verso, versar ilusões e desamores, protegidos atrás de um máscara, a permitir a capitalização do nosso nome para uma eventual propagação da citação e nosso engrandecimento. Nosso nome não será lembrado, porque nem sequer o partilhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a falta de fé no real poder da Internet. Ninguém é realmente levado a sério nesta terra digital de ninguém, quem é conhecido já o era antes, quem não era, não o passou a ser e quando alguém se destaca, como é o caso de&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.omeupipi.blogspot.com"&gt;o meu pipi&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;só podemos crer ser alguém já conhecido por de trás dos lirismos populares (VGM, EPC ou outros), e assim sendo, mais vale o mistério do anonimato que a banalidade de um nome irrelevante. Acontece que no caso do anonimato, o mistério verificar-se-á inconsequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra justificação poderia ser a humildade inerente ao ser português. Invejamos o orgulho vizinho espanhol que faz valer a sua pátria, mas a sedutora nobreza da humildade, leva o Português a querer ser reconhecido, mas por atenção de terceiros e não por auto-declamação. Porém, a mascara dos &lt;em&gt;nicks&lt;/em&gt; nem é um exclusivo português, nem sequer de nossa autoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única justificação que encontro será a falta de ambição, geral e intercontinental; ambição que extravase a nobreza da humildade, se abstenha da moralidade nos actos, nem que se comprometa com a nacionalidade do nosso ser; ambição que teremos de reconhecer em ti, Heróstrato, e que te garantiram o lugar no clube dos imortais Também hoje temos os nossos terroristas, mártires por causas religiosas, auto flagelados por ambições patriotas, ou até &lt;em&gt;hackers&lt;/em&gt;, de puro gozo em destruir, mas tu não queimaste o Templo de Diana pelo prazer em si do fogo destruidor, mas na ambição maior e intemporal de perpetuar o teu próprio nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, assumido conformado mortal, seduzido pelo canto da humildade, defraudado de qualquer ambição, peço que guardes uma cadeira nesse clube privado a que pertences, não para mim, limitado nas expectativas, mas ao meu filho, que ainda virá, e cuja vida confio às grandezas das acções, e por paternidade me fará imortal, já depois da minha morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;marabunta&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105776460342159738?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105776460342159738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105776460342159738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105776460342159738' title='Cartas a uma Morada Desconhecida I'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105769053470537334</id><published>2003-07-08T19:55:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T19:55:55.246+01:00</updated><title type='text'>Na estrada do bom sucesso</title><content type='html'>Li na estrada do bom sucesso, &lt;br /&gt;as palavras desgostosas dos remorsos&lt;br /&gt;de Inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aprendi na remada, Velha e desgastada&lt;br /&gt;Os versos entoados nos quintos&lt;br /&gt;Do inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sorte emplastra, de vizinhas castas &lt;br /&gt;Invejo-lhes as marcas do&lt;br /&gt;Mundo moderno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para mim reclamo, mulher que não amo&lt;br /&gt;Me ama emprestada, mas sempre&lt;br /&gt;Terno&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105769053470537334?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105769053470537334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105769053470537334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105769053470537334' title='Na estrada do bom sucesso'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105759768913485406</id><published>2003-07-07T18:08:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T13:15:28.253+01:00</updated><title type='text'>Inovar</title><content type='html'>Inovar, &lt;br /&gt;a forma mais modesta e acessível de&lt;br /&gt;Criar,&lt;br /&gt;capacidade única que nos distingue dos&lt;br /&gt;Animais,&lt;br /&gt;que travam, receiam e menosprezam a&lt;br /&gt;Evolução,&lt;br /&gt;ainda assim impreterível e&lt;br /&gt;Inevitável:&lt;br /&gt;A história só lembra as &lt;br /&gt;Ideias &lt;br /&gt;E serão estas a imaginar o &lt;br /&gt;Futuro.&lt;br /&gt;Todos somos&lt;br /&gt;Capaz&lt;br /&gt;que todos somos&lt;br /&gt;original&lt;br /&gt;e o verdadeiro talento da&lt;br /&gt;inteligência&lt;br /&gt;é a sua habilidade de &lt;br /&gt;criar&lt;br /&gt;ou pelo menos&lt;br /&gt;inovar&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105759768913485406?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105759768913485406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105759768913485406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105759768913485406' title='Inovar'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105734098648198145</id><published>2003-07-04T18:49:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T18:58:47.600+01:00</updated><title type='text'>e vós, sois verso?</title><content type='html'>Seguindo seculares tradições, embutidas integralmente durante sua infância, aquando dos seus primeiros e derradeiros porquês, rejeitou tudo o que lhe foi obrigado, agradecendo sempre o interesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;resigno a herança e o passado&lt;br /&gt;seus trajes e rogados&lt;br /&gt;o partido arrogante da autoridade&lt;br /&gt;assumido na decadência da idade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiros tempos idolatrados, seus progenitores embaciaram as palavras em conceitos deturpados à  medida das suas possibilidades insistindo no fado dos mal engraçados e no fim a estes reservados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Temo apenas as palavras que ficarão por dizer&lt;br /&gt;E que nunca serão lembradas&lt;br /&gt;Lembro-as nos entre tempos&lt;br /&gt;Tempos entre os vazios &lt;br /&gt;Sendo tarde para as proferir&lt;br /&gt;A mim &lt;br /&gt;Acabam por ferir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que mania essa a dos versos? não era já tempo de prosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E que mania essa a da prosa&lt;br /&gt;Não sois vós o  adverso?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105734098648198145?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105734098648198145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105734098648198145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105734098648198145' title='e vós, sois verso?'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5544943.post-105732875859389016</id><published>2003-07-04T15:25:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T15:41:35.453+01:00</updated><title type='text'>Em cada princípio se esconde um fim</title><content type='html'>Como o fim reflecte um princípio. Será então a moral o fim dos princípios? Ou recorremos à moral para defender princípios que herdamos, aprendemos ou criamos, em nome de uma afirmação pessoal e, nesse caso, a afirmação pessoal será o objectivo dos princípios, por outras palavras o nosso fim. Mas o nosso terminar deveria iniciar outro 'eu', numa reincarnação constante e interminável. &lt;br /&gt;A este encadeado de princípios e fins, a matemática traduz em infinito que contraria a hipótese de haver um fim, por na verdade ele nunca se concretizar. Talvez se concretize ao abdicarmos dos princípios, pois a ausência de determinado princípio anda lado a lado com o seu fim. A melhor maneira de alcançar os fins a que nos propusermos será então nunca começando o trajecto; a real moral é desprovida de princípios; e nós somos porque alguém teve a ideia de nascer e agora, nunca haveremos de morrer, por muito que estejamos a tentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5544943-105732875859389016?l=marabunta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105732875859389016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5544943/posts/default/105732875859389016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marabunta.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105732875859389016' title='Em cada princípio se esconde um fim'/><author><name>marabunta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07266404423513490423</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
